Como fazer a precificação de serviços na sua oficina mecânica?

Autor: Gestão financeira
precificação na oficina

Estabelecer preço para determinado produto ou serviço nem sempre é fácil, afinal, diversas variáveis estão em jogo, incluindo a percepção do cliente em relação ao seu negócio. O que fazer, então, quando falamos de precificação na oficina?

Se a precificação na oficina já é um desafio para mecânicos experientes, imagine pra quem está chegando nesse ramo agora?! Colocar preço nos serviços que prestamos nem sempre é fácil. Se o cliente valoriza determinado fator, como organização e limpeza, e sua oficina “peca” nesses quesitos, por mais que você faça um bom trabalho, pode ser que ele não valorize sua mão de obra em função desses pontos percebidos como “ruins”.

A boa notícia é que há maneiras de driblar isso. A primeira delas, claro, é tendo um bom serviço – o que te dará uma boa reputação, um bom boca a boca. Mas também há outros caminhos. E é sobre isso que vamos falar neste artigo. Vamos nessa? Boa leitura!

Como estabelecer o preço?

A resposta para essa pergunta não é tão simples. Como adiantamos acima, muitas são as variáveis que podem influenciar, ou não, no preço final de um serviço. Para isso, vamos contar duas histórias que ilustram a dificuldade de muitos prestadores de serviço.

1) João vai à padaria comprar um pão de queijo. Escolhe pelo tamanho, cor, aparência e cheirinho. No fim, com esses quatro componentes de análise em mente, vê o preço e, quase que instintivamente, avalia como sendo “em conta”. Faz a compra! Note que João, antes de pagar, pôde analisar o produto e viu que valia a pena. 

2) Isabel vai à oficina mecânica levar seu carro para revisão. O mecânico diz a ela que, além da revisão geral, está na hora de fazer um balanceamento. Isabel sabe que isso é importante, mas não tem parâmetros visíveis para avaliar o serviço – que ainda vai ser feito. Então, no fim, decide não fazer. Vai ficar só na revisão padrão.

Nesse sentido, você consegue reparar a diferença nos dois casos que citamos? No primeiro, o produto estava ali na frente, pronto a ser avaliado. Se bobear, poderia até ser degustado antes da compra final. No segundo exemplo, tratava-se de algo intangível, ou seja, algo que não dava para ser avaliado antes da compra… por isso, a cliente optou por fazer só o “basicão”. 

Uma alternativa para as oficinas, é a adoção de protocolos de atendimento que agregam valor, ou seja, dão ao cliente uma certeza a mais de que seus serviços são bons.

Pontos que agregam valor ao cliente

Faça uma inspeção inicial do carro quando ele entra na oficina. Liste, na frente do cliente, todos os itens inspecionados: arranhões, amassados e outras avarias, limpeza, nível do tanque de combustível, quilometragem, pneus, vidros, etc. Além passar a ideia de profissionalismo, trará mais confiança ao cliente em deixar o carro com você.

Peça para conferir o manual do proprietário. Toda manutenção, a rigor, precisa seguir o manual daquele veículo, uma vez que cada carro possui necessidades específicas.

Verifique se o documento do carro está no automóvel. Isso é uma questão de segurança se você necessitar sair da oficina para testar o carro – caso seja parado em uma blitz.

Sendo assim, esse checklist de entrada ainda poupa a oficina se o cliente sentir falta de algum item que, na verdade, já não estava no carro, como um estepe ausente, um triângulo de sinalização… 

O que levar em conta na precificação da oficina?

Agora que você já sabe o que fazer assim que o carro entra na oficina, chegou o momento de saber o que deve ser levado em conta antes de definir preço:

  • Custos da oficina: Você tem na ponta do lápis todos os custos fixos e variáveis para manter sua loja aberta, incluindo aluguel, conta de água, luz, contador, impostos, salários? Ter esses valores em mente é importante para saber quanto você precisa, ao fim do mês, para fechar as contas no azul. Esse artigo fala um pouco sobre isso. 
  • Mão de obra: Calcule o valor da hora de trabalho de cada funcionário. Com isso você consegue identificar quanto custou um serviço dele para determinado cliente.
  • Peças utilizadas: Outro ponto que deve constar no orçamento são as peças utilizadas. Isso deve ser repassado. Claro que se você usa peças “top de linha”, logo seu preço será maior. O ideal é compartilhar essa informação antes da reposição.
  • Localização e aparência: A localização e a aparência pesam positivamente como um valor agregado ao seu serviço. Já foi o tempo em que oficinas mecânicas podiam ficar com peças pelo chão, paredes sujas, com impressão de abandono.
  • Reputação: Finalmente – destacando que há muitas outras variáveis que poderíamos acrescentar aqui – entra a reputação. Construída com bom atendimento e bons serviços ao longo de anos, gerando boca a boca positivo, esse é um fator a considerar na precificação da oficina. Ou seja, uma oficina com “boa fama” pode, tranquilamente, cobrar um pouco mais do que alguém que iniciou agora.

Parcelamento de pagamento para diluir valores

Parcele os pagamentos. Duas, quatro, seis vezes no cartão. Caso o preço cobrado seja elevado, o ideal é que sua oficina ofereça para o cliente diversas opções de pagamento. Hoje em dia, ainda mais com o atual cenário de pandemia, poucas pessoas vão querer pagar, de uma só vez, R$ 500. Mas se você parcela isso em várias vezes, a tendência é que o freguês saia convencido de que está fazendo uma boa negociação

E aí, gostou das dicas? 

Se você quiser sugerir outro tema de artigo para o nosso blog, lembre que basta enviar um e-mail para contato@pagueveloz.com.br. Aqui, as ideias são sempre bem-vindas!

Artigo produzido em parceria com a Onmotor.

 

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